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Origem e Evolução Histórica S. B. de Messines foi elevada à categoria de vila em 7 de Março de 1973. No entanto, desconhece-se quando foi criada esta freguesia, apesar de estarmos convencidos de remontar a uma data muito antiga porque, na Torre do Tombo, existem registos de casamentos que datam de 1595. Toda a história desta povoação, anterior à referida data, julgamos que se perdeu no incêndio ateado pelos Ingleses, na cidade de Faro, em 1596. Sabe-se, também, que em 1621 cabia a esta povoação contribuir com 120 homens apeados para a Infantaria. A existência de cavernas do período Paleolítico, em vários locais da freguesia como na Gralheira, em Messines de Baixo e no Monte Branco, supõe que aqui terão habitado grupos de primeiros homens que ocuparam a região. Do Neolítico existem também muitos vestígios que comprovam que a freguesia foi ocupada neste período. Durante os estudos realizados por Estácio da Veiga, no século XIX, encontraram-se no território da freguesia, instrumentos de pedra polida nas povoações de Cortes, Cumeada, Monte do Boi, Amorosa, Messines e Zambujal. Estes instrumentos eram, nomeadamente, machados, polidores e um gral. Da época Neolítica data também um menir encontrado por Estácio da Veiga na Cumeada, em 1878, em pedra de grés vermelho e o dólmen encontrado por José de Sousa, do Monte Boi, em 1904. Têm sido também encontrados silos de época muito antiga. Na freguesia foram encontradas sepulturas quadrangulares escavadas na rocha, quer junto de algumas povoações, quer no alto de alguns montes. Encontraram-se agrupadas, formando necrópoles, que deviam corresponder a povoados. Sobre a arqueologia da freguesia de S. B. Messines escreveu o erudito Leite de Vasconcelos, na obra "As Regiões da Lusitana", "É provável que muitos dos vestígios antigos que há,, dos trabalhos de mineração, datem da época proto-histórica. De facto o solo de Messines possui ou possuiu muitas riquezas minérias". Da ocupação romana não existem dúvidas. Terá sido este povo quem reconstruiu, possivelmente, a fortaleza existente no Penedo Grande que se encontra a pouca distância da povoação, fortaleza esta depois, reconstruída pelos árabes. Em 1265 S. B. Messines foi conquistada aos muçulmanos pelo famoso Mestre de Santiago, D. Paio Peres Correia integrando-se, desde então, de modo definitivo, na coroa portuguesa. Seguem-se séculos de vida tranquila, na freguesia, que vai acompanhando o decorrer dos acontecimentos nacionais. O período mais dramático da história de Messines ocorreu durante as lutas liberais pela descrição que Ataíde Oliveira faz, na Monografia da vila: "Os habitantes de Messines sofreram então terríveis violências e agruras. Sofreram agruras e violências dos ligitimistas com as suas continuas requisições e com ameaças de morte; sofreram violências e agruras dos liberais sobre pretexto de que eles auxiliavam os guerrilhas e os favoreciam. De mal com os liberais por causa dos ligitimistas: de mal com estes pelo amor aos liberais! (... )" A igreja matriz de S. Bartolomeu de Messines, datada de 1716, é muito valiosa. Na localidade existem também várias capelas, a de Santa Ana, a de S. Sebastião, a de Nossa Senhora da Saúde.
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